| 3 itens vitais em bons jogos |
|
|
|
| Escrito por Alessandro Vieira |
| Seg, 28 de Julho de 2008 06:06 |
|
1) ...é aprendível Um a um, mais profundamente: Todo bom jogo é aprendívelPalavra-chave: Regras. Todo jogo possui regras que dizem como se pode ou deve agir para experienciá-lo. O jogador precisa aprender essas regras de uso: como dar comandos na interface, como agir para marcar mais pontos etc. Contudo, dizem que ninguém lê os manuais dos aparelhos. Isso se aplica aos games. O jogador quer sentar na frente da tela e se divertir, não ter uma árdua sessão de estudo. Isso quer dizer que aprender como jogar deve ser divertido e instigante; e não chato, burocrático. É claro que alguns jogos são mais difíceis de aprender que outros. Certamente leva bem mais tempo para desenvolver uma guilda poderosa no World of Warcraft do que para gerenciar bem uma casa no The Sims. Exatamente por isso há dois tipos de jogadores, no que diz respeito a aderência a jogos “difíceis” ou a jogos “fáceis”: os jogadores que preferem os primeiros são chamados hardcore, enquanto que os jogadores que costumam a jogar apenas os do segundo tipo são os casual gamers. Todo bom jogo é ganhávelPalavra-chave: Objetivo. Jogadores querem se divertir, e pra isso aprendem as regras para poder jogar bem. Mas precisam ver os resultados de seus esforços rendendo recompensas. Por isso todo jogo deve oferecer a possibilidade de ser ganho. Em outras palavras, o jogo deve ter ao menos um objetivo alcançável, senão todos. Há games que se resumem a disputas em partidas curtas, como os FPS. Nesses, a ganhabilidade é mais evidente: o objetivo pode ser ganhar um troféu. Outros jogos, contudo, têm ganhabilidade mais sutil porque possuem muitos objetivos. Voltando ao exemplo do World of Warcraft: seu jogador pode querer diversas coisas, como ser um chefe de guilda, evoluir o personagem, ter itens raros, massacrar personagens dos colegas, fazer comércio etc, etc, etc. Todo bom jogo oferece um bom desafioPalavras-chave: Estratégia e Balanceamento. Balancear um jogo significa deixá-lo com um nível divertido e sedutor de dificuldade, mantendo-o coerente. Afinal, de que adianta saber as regras e ter objetivos alcançáveis se o jogo é absurdamente difícil ou ridiculamente fácil? Ou por que continuar jogando um “jogo de tiro” se todas as 20 armas disponíveis têm basicamente o mesmo poder de fogo em todas as circunstâncias? Um jogo com bom desafio é aquele que está bem balanceado (nível adequado de dificuldade) e sua coerência interna permite que o jogador possa agir estrategicamente. Pense em uma partida de um matching-3: se eu sei que blocos verdes sempre valem mais pontos de vida enquanto blocos dourados valem mais pontos de dinheiro e preciso de dinheiro e não de pontos de vida para a fase seguinte, então sei qual estratégia adotar. Portanto, se você for projetar um jogo, pergunte-se sempre que possível: 1) Ele tem regras interessantes? 2) Seu(s) objetivo(s) é claro e alcançável?
3) Ele está coerente e balanceado?
Este artigo foi escrito por Alessandro Vieira dos Reis, Game Designer e Analista do Comportamento formado em Psicologia pela UFSC. Trabalha na TechFront, em Florianópolis-SC, desenvolvendo jogos casuais. Blog: Games e Comportamento. E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Entre em contato com ele por seu e-mail, ou aqui mesmo pela Gamecultura. Revisado: LM
Marque como Favorito
Compartilhe!
Envie por e-mail
Hits: 1879 Trackback(0)
Comentários (0)
![]() Escreva seu Comentário
|
| Última atualização em Dom, 12 de Abril de 2009 21:17 |
















Resumidamente, vou explanar neste artigo que todo bom jogo... 












